quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Relato( Avançando na Prática)

RELATO AVANÇANDO NA PRÁTICA/ TP3 PÁGINA 74 Esta semana desenvolvi a atividade proposta pela Tp3 da página 74. “Trabalhei com a música Sal da terra (Roupa Nova e Ivete Sangalo) e o poema de João de Almeida neto” O meu país”. Cantamos a música , fizemos a interpretação do texto, tema, autor leitor ouvinte, formas de expressão, aspectos na construção de sentido, ideias sugeridas ou implícitas, se gostaram ou não da música.Comentei sobre o título da música que nos remete a uma passagem bíblica , quando Jesus diz aos homens "Vos sois o sal da terra", ou seja aquilo que da sabor ao mundo.Comentei que a letra retrata um mundo que pede socorro, pois está sendo mal tratado pela má administração do homem. "vamos precisar de todo mundo, um mais um é sempre mais que dois". ..Em seguida passei no data Show o poema de João Almeida neto(ver anexo).Um poema que fala dos problemas do nosso país em uma linguagem regional e emocionante.Uma crítica forte aos problemas enfrentados no nosso país.Conversamos sobre o vídeo e fizemos uma análise oral semelhante a feita na música Os alunos também responderam algumas questões escritas para identificarem as semelhanças entre os textos.Tais como: 1-Após a leitura do texto 1 e 2 , você encontrou alguma semelhança? Qual? 2-Que problemas do Brasil são apresentados no texto 1 e 2? 3-O que os autores dos textos defendem e criticam em seus textos 4-O que precisamos fazer para mudar a situação em que se encontra o nosso país? 5-O texto 2 expressa uma opinião bastante negativa em relação ao nosso país.E você o que pensa sobre o assunto? Como estávamos na Semana da Pátria e cada dia era uma turma responsável pelas apresentações, a 7ª série apresentou a música Sal da Terra e algumas alunas leram Uma oração -oração pelo Brasil-(ver anexo) Apresentação ficou linda e eu fiquei muito feliz. (anexos) MEU PAÍS João Almeida Neto Um país que crianças elimina;E não ouve o clamor dos esquecidos;Onde nunca os humildes são ouvidos;E uma elite sem Deus é que domina;Que permite um estupro em cada esquina;E a certeza da dúvida infeliz;Onde quem tem razão passa a servis;E maltratam o negro e a mulher;Pode ser o país de quem quiser;Mas não é, com certeza, o meu país. Um país onde as leis são descartáveis;Por ausência de códigos corretos;Com noventa milhões de analfabetos;E multidão maior de miseráveis;Um país onde os homens confiáveis não têm voz,Não têm vez,Nem diretriz;Mas corruptos têm voz,Têm vez,Têm bis,E o respaldo de um estímulo incomum;Pode ser o país de qualquer um;Mas não é, com certeza, o meu país. Um país que os seus índios discrimina;E a Ciência e a Arte não respeita;Um país que ainda morre de maleita, por atraso geral da Medicina;Um país onde a Escola não ensina;E o Hospital não dispõe de Raios X;Onde o povo da vila só é feliz;Quando tem água de chuva e luz de sol;Pode ser o país do futebol;Mas não é, com certeza, o meu país! Um país que é doente;Não se cura;Quer ficar sempre no terceiro mundo;Que do poço fatal chegou ao fundo;Sem saber emergir da noite escura;Um país que perdeu a compostura;Atendendo a políticos sutis;Que dividem o Brasil em mil brasis;Para melhor assaltar, de ponta a ponta;Pode ser um país de faz de conta;Mas não é, com certeza, o meu país! Um país que perdeu a identidade;Sepultou o idioma Português;Aprendeu a falar pornô e Inglês;Aderindo à global vulgaridade;Um país que não tem capacidade;De saber o que pensa e o que diz;E não sabe curar a cicatriz;Desse povo tão bom que vive mal;Pode ser o país do carnaval;Mas não é, com certeza, o meu país! MÚSICA SAL DA TERRA (Beto Guedes) O sal da terra (Beto Guedes) Anda, quero te dizer nenhum segredo Falo desse chão, da nossa casa, vem que tá na hora dearrumar Tempo, quero viver mais duzentos anos Quero não ferir meu semelhante, nem por isso quero meferir Vamos precisar de todo mundo prá banir do mundo aopressão Para construir a vida nova vamos precisar de muitoamor A felicidade mora ao lado e quem não é tolo pode ver A paz na Terra, amor, o pé na terraA paz na Terra, amor, o sal da... Terra, és o mais bonito dos planetas Tão te maltratando por dinheiro, tu que és a nave nossa irmã Canta, leva tua vida em harmonia E nos alimenta com teus frutos, tu que és do homem amaçã Vamos precisar de todo mundo, um mais um é sempre maisque dois Prá melhor juntar as nossas forças é só repartir melhor o pão Recriar o paraíso agora para merecer quem vem depois Deixa nascer o amor Deixa fluir o amor Deixa crescer o amor Deixa viver o amor O sal da terra Oração pelo Brasil Deus, Nos dê sabedoria para conduzirmos nosso destino de forma independente, E olhai por nós brasileiros. Por nós que refletimos Tua obra em todas as cores de nossa gente, Em todas as caras, jeitos e costumes de nosso povo. Deus, Olhai por nós e nos protegei, Do mau político, do político sem pátria e sem país. Do político que entrega a liberdade e a riqueza do Brasil em troca de poder ou ouro. Que mata de fome e doença a sua gente, e que corrompe a sua terra. Do político que destrói o futuro e corrói a esperança, Prometendo em vão, sabendo não poder cumprir. Prometendo por prometer e falando em Seu nome, Ou em nome dos miseráveis, Porque a estes, Senhor, de tão desamparados, só lhes resta a fé, a esperança e nada mais. E esperança e Teu nome, Senhor. Deus, Olhai pelas crianças do Brasil, Olhai por elas, Senhor, por todos os brasileirinhos e brasileirinhas, E olhai principalmente pelas criancinhas que vagam pelas cidades, abandonadas, Esmolando, suplicando, sobrevivendo. Porque por elas ninguém mais olha, Senhor. Elas são seus anjos, Senhor, ainda que como anjos não as enxerguemos, Cegos que estamos pelo medo e egoísmo que nos cerca, Que nos faz ver o mal aonde deveríamos enxergar ternura. Deus, Nos ajude a compreender e a tratar melhor os nossos velhinhos e velhinhas, E nos ajude a com eles aprender a Tua lição. E nos tire a má vontade, e nos dê compreensão, Para oferecer conforto, dignidade e paz aos que a esta Terra abençoada tanto deram. Deus, Nos guie e nos ensine a cuidar da nossa Terra, A proteger, em Teu nome, a Tua criação, Os bichos, as plantas, o céu e as águas, Por que com nossa Terra fostes Generoso e Criativo, E por que com nossa Terra temos sido desleixados e relapsos, E ensinai às futuras gerações o valor de conservar nossos tesouros naturais. Deus, por favor, Nos ajude agora a cuidar de nossos doentes, Agora que já não temos mais hospitais em número suficiente, nem médicos suficientes, E nos ajude a velar pelos que sofrem de dor, Pelos que sofrem calados ou pelos que gritam de angústia, Nos ajude e nos oriente, Senhor, a diminuir o sofrimento, e a dar esperança, Aos que hoje padecem em função de nossa irresponsabilidade. Senhor Deus, Nos dê justiça. E oriente o nosso judiciário, e guie os seus juízes, Para que estes, Senhor, hajam em nome da isenção e da imparcialidade, E para que estes, Senhor, não caiam em tentação, E não julguem em nome da riqueza e do poder. Deus, Nos oriente na busca do conhecimento, E na construção de escolas, e na valorização dos nossos Professores, Porque estes, Senhor, é que verdadeiramente constroem o nosso país, E nos desculpe, Senhor, pelo descaso que temos dados a nossos mestres. Senhor, Nos ajude a construir escolas e orai por estas, E orai também pelos estudantes, e pelos que sonham em estudar, Orai por estes e orientai-os no caminho do bem. Senhor Deus, Que nos fez livres, que nos fez diversos, Afastai do poder os que querem calar e os que pregam o silêncio, E continue, Senhor, a nos abençoar com a liberdade de expressão, Protegei a imprensa, Senhor, protegei os jornalistas, E os faça livres de quaisquer amarras. Senhor, que és Paz, Daí nos a paz, E a segurança, e o respeito pelo ser humano, E ilumine os que tenham caído na tentação do crime, Nos proteja, Senhor, da desgraça da violência urbana. Senhor, abençoai nossos atletas, nossos músicos e nossos artistas, Abençoai nossos cientistas e estudiosos, Porque estes levam ao longe o nome de nosso Brasil, e porque estes nos alegram, E nos fazem esperar um país melhor. Senhor, Que a todos ama, Nos ajude a amar e a compreender, Incondicionalmente, sem qualquer restrição, sem qualquer discriminação, Todos os que conosco dividem nossa terra, E não nos levei a julgar nossos irmãos e irmãs, pela cor, pela aparência, Pela crença ou pela descrença, pela riqueza ou pela pobreza. Nos dê forças, Senhor, para amarmos e sermos amados, e nos afaste de todo ódio. Agora e sempre, Amém

ESTILO , COERÊNCIA E COESÃO-Relatório /7º encontro -tp5 unidades 17 e 18

No dia 16 de setembro iniciamos os estudos da TP5 - Estilo , coerência e coesão.Iniciei com um questionamento sobre estilo, encontrado no slide "gêneros e tipos textuais do Programa Gestar 2.Logo depois discutimos os objetivos da seção e nos divertimos com a leitura do texto Cada um é cada um de José Roberto toureiro.Conversamos sobre estilo e variante linguística ou estilo e dialeto.Fizemos a leitura do poema Trem de ferro de Manuel Bandeira e debatemos as perguntas propostas.Fizemos uma análise detalhada dos Avançando na prática da unidade e selecionamos alguns para serem aplicados no decorrer das aulas.Percebendo que as atividades estavam se tornando enfadonhas e como a 8ª série estava trabalhando com figuras de linguagem , assistimos o vídeo Pleonasmo (CD Gestar )o que descontraiu um pouco o ambiente. Como estava próximo do Dia do Gaúcho, achamos interessante trabalhar com o tema:trovas,vocabulário gaúcho,músicas...A escola promoveu então um Fandango na escola, os alunos almoçaram na escola e a tarde ouve um Gaitaço. Moradores da comunidade e alunos foram convidados para cantar, fazer trovas e falar sobre as tradições gaúchas.Foi uma tarde agradável e divertida regada a música e chimarrão.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

LER OU NÃO LER, EIS A QUESTÃO!

LER ou NÃO LER, eis a questão Como o tempo ocupado pela televisão e pela internet, adolescentes deixam os livros em segundo plano Não existe estudo científico que comprove, mas há uma percepção disseminada sobre a geração atual: ela não gosta de ler. A constatação parte dos professores. Eles se queixam de que só com muito esforço conseguem obrigar seus alunos a ler os clássicos da literatura. Um dos argumentos mais utilizados é recorrer à ameaça do vestibular. Os pais endossam a percepção de repulsa dos jovens pelos livros. Reclamam freqüentemente que os filhos padecem de falta de concentração e, por isso, não são capazes de ler as obras básicas para entender a matéria. Por que isso acontece? O que faz com que uma geração leia e outra fuja dos livros? Há diversas explicações, mas todas acabam convergindo para um mesmo ponto. Quando as pessoas recebem a informação mastigada – na televisão, nos gibis, na internet -, acabam tendo preguiça de ler, um ato que exige esforço e reflexão. Os canais pelos quais o jovem se informa nos dias de hoje são múltiplos. O livro é apenas um deles. E é o mais trabalhoso. Diante desse quadro, os educadores são unânimes num ponto: as armas de estímulo à leitura precisam ser modernizadas. Alguns já fazem isso, com sucesso. “Eu costumo contar uma parte interessante ou bizarra de um clássico, para mexer com a curiosidade”, sugere a professora Maria Aparecida Custódio, responsável pelo laboratório de redação da rede de escolas Objetivo, em São Paulo. “Outra pedida é incentivar atividades lúdicas, como pedir para uma classe encenar peças de teatros a partir de obras famosas”, propõe o educador paulista Gabriel Chalita, que presta assessoria a várias escolas na área de treinamento de professores. Uma parcela da responsabilidade pelo baixo índice de leitura entre os jovens cabe aos mais velhos, que estigmatizaram a geração atual como uma geração burra. “Se você crítica a roupa que o adolescente veste, a música que ele ouve, diz que internet é uma bobagem e que ele só consome lixo, está construindo uma barreira intransponível, como se o teen vivesse numa esfera e os clássicos estivessem em outra, inacessível para ele”, opina Eliane Yambanis, professora de história do Colégio Equipe, em São Paulo. Ou seja, as estratégias de sedução à leitura não funcionam se não levarem em consideração o universo teen. De acordo com Maria Aparecida Custódio, o professor deve, sim, incentivar o adolescente a acessar um conto que esteja disponível na internet, ou ler a versão de um clássico em quadrinhos. Tudo isso estimula o hábito da leitura. A lição que fica é a seguinte: para ensinar alguma coisa a alguém é preciso antes aprender mais sobre ela. Vivian Whiteman (VEJA/SETEMBRO DE 2001)

Caminhada da leitura

CAMINHADA DA LEITURA

Nessa semana dia realizei a Caminhada da leitura com meus alunos .Para motivá-los iniciei a aula com a leitura de um trecho sobre as práticas de leitura de Patativa de Assaré."Eu estudei só seis meses.Agora fui me valer do livro..."e também o depoimento de Paulo Freire: "Fui alfabetizado no chão do quintal de minha casa , a sombra das mangueiras, com palavras do meu mundo e não do mundoo maior de meus pais.O chão foi meu quadro ; gravetos , o meu gis..."(tp4/p.18) Li a biogragia dos autores e fizemos comentários sobre a importância da leitura em nossa vida.Li também algumas frases de autores famosos sobre leitura e então passamos a análise do artigo: Ler ou não ler, eis a questão(ver anexo) de Vivian whiteman.Na aula seguinte a turma foi dividida em grupos pequenos e partimos para a caminhada.Comentei sobre a importância de observarmos o ambiente letrado para entendermos nossa cultura escrita.Cada grupo iria colher informações sobre o ambiente letrado(rua, trânsito, igrejas, escolas, mensagens de caminhão,etc. ).As informações foram organizadas em cartazes e apresentadas para a turma observando as construções textuais, frases , termos utilizados, elementos verbais e não verbais e a pontuação. Os cartazes ficaram na sala para a apreciação e também para compor o ambiente letrado de sala de aula.Os alunos produziram também um painel de leitura com frases sobre Leitura produzidas por eles.Pude perceber que eles adoraram realizar a atividade e tudo transcorreu bem.Fiquei muito feliz, pois confesso que tive um pouquinho de medo em levá-los a passear pela cidade, tarefa nem sempre tão fácil, mas me surpreendi.Que bom ! É sempre bom descobrir que podemos mudar nossa rotina e fazer com que nossos alunos aprendam de uma maneira divertida e sintam-se felizes.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Relatório Oficina 6 / tp4 unidade 15 e 16

No dia 02 de Setembro após, um recesso de um mês,devido a gripe H1N1, finalmente voltamos às atividades do Gestar.Demos sequência aos estudos da tp4, unidade 15 e 16 que tem como objetivos: Conhecer as várias funções e formas das perguntas , na ajuda a leitura do aluno; Utilizar procedimentos que levem à determinação da estrutura do texto; Utilizar procedimentos adequados para atingir o objetivo de ler para aprender; Identificar crenças e teorias que subjazem as práticas de ensino da escrita; Relacionar as práticas comunicativas com o desenvolvimento e o ensino da escrita como processo; Identificar dimensões das situações sociocomunicativas que auxiliem no planejamento e na avaliação de atividades de escrita. Iniciei as atividades com o seguinte questionamento: Por que e para que perguntar. como chegar a estrutura do texto? Quando queremos aprender. Debatemos a importância de uma leitura expressiva e significativa para o aluno e que desperte sua curiosidade pelo mundo que o cerca.Para que isso ocorra é preciso ter clareza dos objetivos que orientam a nossa leitura para podermos selecionar os procedimentos mais adequados para realizá-la.Passamos então a análise das atividades da Tp , através do texto de Ruth Rocha, que foi distribuído na integra para os cursistas e que desencadeou muitas reflexões em torno do assunto leitura.Um dos problemas levantados pelos professores é a imensa dificuldades dos alunos em interpretar um texto, pois reclamam que os alunos fazem uma cópia de trechos do texto e muitos não são capazes de ler as entrelinhas ,o implícito,às vezes por não entenderem nem mesmo a pergunta. Então a necessidade de se trabalhar os conhecimentos prévios dos alunos que devem ser bem aproveitados e valorizados perante o professor e demais colegas em sala de aula. também devemos optar pela adoção de textos e exercício de leituras num maior número de gêneros possíveis. Somente ater-se a questões memorativas e evidentes na resposta não ensinam a compreender o texto.Outro grande problema enfrentado e levantado pelos cursistas é a defasagem escolar,alunos que reprovam vários anos na mesma série . Essas crianças sentem que a escola não foi feita para eles, vem raramente na escola e quando vem não participam das aulas , muitas vezes sentem-se desmotivados, tornando -se agressivos e sentindo-se perdidos em meio a colegas de faixa etária diferente da sua.Isso faz com que reprovem novamente e acabem desistindo da escola e muitas vezes de seus sonhos também.Para encerrar a unidade lemos o Ampliando nossas referências -Por que meu aluno nao lê? e respondemos as questões propostas.Outro texto que desencadeou muitas perguntas foi o texto de Lygia Bojunga Nunes A redação e o dicionário, em que a autora descreve uma prática muito comum nas aulas de escrita em que o professor intervêm corrigindo o texto, tratando de problemas coesivos superficialmente sem dialogar e ouvir os "alunos -escritores".Neste momento distribui também uma sugestão de revisão de texto( Ana Dilma de Almeida.O tratamento do erro nas produções textuais). para que o aluno mesmo procure sempre aperfeiçoar a sua capacidade de observar e possa fazer a revisão de seus textos ,especialmente nas produções escritas em que frequentemente se observam “desvios” de ortografia, acentuação, pontuação, concordância, ordenação das idéias...Observando o código de revisão de textos, o aluno terá condições de operar a reescrita de seu texto.Lemos também o Slide A construção da leitura e da escrita de Catia Martins que trata de reflexões teóricas e práticas a respeito de leitura e da escrita, propondo metodologias que facilitem a compreensão de textos. "Como fazer para promover uma leitura inferencial com os alunos? Como trabalhar a diversidade de gêneros textuais na leitura e na produção de textos? "A importância de se trabalhar o contexto,a época, quais as intenções do autor, qual a ideologia presente no texto, entre outros., o texto- resgatando sua temática o infratexto, no qual o aluno é levado a detectar as inferências, o implícito no texto, sua visão de mundo, suas experiências. O intertexto, mostrando como vários textos fazem referências a discursos anteriores, ganhando novos significados. Foi um encontro muito produtivo em que repensamos nossas práticas pedagógicas e nos comprometemos a melhorar cada vez mais.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Alguns modelos de trabalhos feitos pelos alunos- Transposição do gênero receita

Prostituída Ingredientes 1 colher de pobreza; 1 colher de vergonha; 3 xícaras de tristeza; 4 colheres de burrice ; 1 colher (chá) de falta de oportunidade ; 4 colheres de instinto de sobrevivência; Modo de preparo Pegue a pobreza e misture com a tristeza.Bata com a vergonha e o instinto de sobrevivência.Ponha no forno pré aquecido com baixa temperatura e sirva em pequenas porções.Você terá um ótimo resultado ou o pior possível , depende de você. Cassiano/ 6ªsérie/ E.M.E.F. Eponina Franco Galvão. A ESCOLA IDEAL INGREDIENTES 1 PORÇÃO DE PROFESSOR- PARA TER HUMOR; 2 PITADAS DE ATENÇÃO- PRA TER COMPREENSÃO ; 3 PITADAS DE CONSCIÊNCIA- PRA TER INTELIGÊNCIA ; 4 PITADAS DE CALMA- PRA ALIVIAR A ALMA ; 5 PITADAS DE SAL- PRA SER GENIAL ; 1 PITADA DE MATÉRIA -PRA AGITAR A GALERA ; 7 XÍCARAS DE SABEDORIA -PRA TER ALEGRIA; 6 PITADAS DE MATEMÁTICA -PRA TER MUITA TÁTICA; 8 PITADAS DE AUTORIDADE -PRA TER RESPONSABILIDADE. MODO DE PREPARO MISTURE TODOS OS INGREDIENTES NA CABEÇA (PARA QUE NÃO ESQUEÇA) E DEPOIS FAÇA COM QUE A SUA ESCOLA SEJA UMA ESCOLA IDEAL E OS SEUS PROFESSORES E ALUNOS SINTAM O PRIVILÉGIO QUE É ESTUDAR AQUI.

lAIANA -6ª série E.M.E.F. Eponiana Franco Galvão

Sofrimento torrado com cobertura de chocolate branco

Ingredientes 3 xícaras de lágrimas acumuladas de três semanas; 2 colheres de soluços de choros diários; 15 fins de namoro em um ano; 8 notas vermelhas em um trimestre; 4 quilos a mais em uma semana; 7 dias de TPM; 500 gramas de chocolate branco derretido; Uma pitada de espinhas e muitas celulites Pequenos tabletes de sofrimento que uma mulher passa no dia -a- dia à gosto; Modo de fazer Coloque ao fogo bem quente as três xícaras de lágrimas acumuladas , as 2 colheres de soluços de choros diários, os 15 fins de namoro, as 8 notas vermelhas , os 4 quilos a mais em uma semana e os 7 dias de TPM e deixe por 10 minutos. Coloque para torrar em forno bem, mais bem quente , os pequenos tabletes de sofrimentos que uma mulher passa e salpique com a pitada de espinhas e celulites , deixando uns 30 minutos ou até que fiquem pretos de tanto queimar. COBERTURA Retire do fogo as lágrimas acumuladas e os outros ingredientes e misture com as 500 gramas de chocolate branco derretido, mexa até formar uma mistura homogénea como, uma pasta.Depois de torrados os tabletes de sofrimento que uma mulher passa no seu dia a dia salpicado com as espinhas e celulite ,coloque a cobertura de chocolate branco e companhia... Dá 1 pequena porção do sofrimento de uma mulher e pode ser servido à gosto.

Caroline e Solange /E.M.E.F. 30 DE NOVEMBRO

O casamento perfeito Ingredientes 1 homem atraente, divertido,inteligente e educado; 1 mulher bonita, inteligente e educada; i xic. de fidelidade; 1 pitada de sensualidade; 2 colheres de carinho; 1 balde de respeito e igualdade; 1 filho para unir o casal; 1 programa diferente no final de semana; 1 grande porção de confiança em deus; Amor a vontade. Modo de fazer Coloque um homem atraente , divertido , inteligente e educado, em uma casa confortável.Junte a mulher bonita,acrescente a xícara de fidelidade, a pitada de sensualidade,duas colheres de carinho, o balde de respeito e igualdade e deixe descansar alguns meses,logo após acrescente um filho e um programa diferente no final de semana.Por último acrescente a confianca em deus e o amor.Sirva uma grande porção aos recém casados. Graciely -8ª série -Escola Eponina Franco Galvão

quarta-feira, 15 de julho de 2009

TP4 -LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA- UNIDADES 13 E 14

Neste dia iniciei com a leitura do texto As tarefas da educação de Rubens Alves.O que nos levou a refletir sobre o que estamos ensinando e a nos perguntar se muitas vezes não estamos trabalhando conteúdos sem sentido para o aluno."Fico a pensar: o que as escolas ensinam? Elas ensinam as ferramentas existentes ou a arte de pensar, chave para as ferramentas inexistentes? (....)Assim, diante da caixa de ferramentas, o professor tem de se perguntar: "Isso que estou ensinando é ferramenta para quê? De que forma pode ser usado? Em que aumenta a competência dos meus alunos para cada um viver a sua vida?". Se não houver resposta, pode estar certo de uma coisa: ferramenta não é.(...) Mas há uma outra caixa, na mão esquerda, a mão do coração. Essa caixa está cheia de coisas que não servem para nada. Inúteis. Lá estão um livro de poemas da Cecília Meireles, a "Valsinha" de Chico Buarque, um cheiro de jasmim, um quadro de Monet, um vento no rosto, uma sonata de Mozart, o riso de uma criança, um saco de bolas de gude... Coisas inúteis. E, no entanto, elas nos fazem sorrir. E não é para isso que se educa? Para que nossos filhos saibam sorrir? Na próxima vez, a gente abre a caixa dos brinquedos...(Rubens Alves) A partir da leitura do texto muitas reflexões surgiram, tais como: "Devo ensinar gramática e cumprir o plano de curso ou devo me preocupar mais com a leitura e a produção escrita? Se não ensino gramática eu corro o risco de ser tachado de que nada ensino ou que “enrolo” os meus alunos...A partir dessas questões comentamos sobre a necessidade de se trabalhar a gramática de forma contextualizada, explorando o texto e de que devemos priorizar "conceitos" como coesão, coerência, intertextualidade, intencionalidade, inferência e gêneros textuais e não simplesmente trabalhar a gramática de maneira solta, pois o texto precisa e deve ser significativo para o aluno. Comentamos ainda sobre a enorme insegurança do professor que enfrentam diversas dificuldades, muitas vezes desmotivado, com uma carga horária enorme e consequentemente sem tempo para preparar atividades atraentes e significativas para o aluno.Passamos então a análise da TP4.Primeiro lemos o texto Leitura, escrita e cultura de Silviane Bonaccorsi e conversamos sobre letramento. Lemos então o depoimento de Patativa do Assaré e o de Paulo Freire sobre as suas práticas de leitura. Analisamos o Avançando na prática das unidades 13 e 14 e então decidiu-se por aplicar duas atividades (Seção 1 página 31) -Observar o ambiente letrado e também a atividade da (seção 2 pagina 41)-Escolher uma festa local , neste caso, O Jantar Italiano que acontece todo ano no município no mês de agosto e trabalhar a partir dos materiais disponíveis(folders, fotos , observação da festa, reportagem..etc. Para finalizar o encontro assistimos o filme "Os Narradores de Javé" que traduz perfeitamente o tema da Tp estudada.O filme conta a história dos habitantes do pequeno vilarejo de Javé que de um dia para o outro se deparam com o anúncio de que a cidade pode desaparecer sob as águas de uma enorme usina hidrelétrica. Em resposta à notícia devastadora, a comunidade decide preparar um documento contando todos os grandes acontecimentos heróicos de sua história, para que Javé possa escapar da destruição. Como a maioria dos moradores são analfabetos, a primeira tarefa é encontrar alguém que possa escrever as histórias ,então surge a necessidade de usar a escrita e eles passam então a realizar um trabalho de memória, evocando lembranças, imaginando um passado épico, com heróis forjados e requisitados pelos homens. Então debatemos as seguintes questões relativas ao filme: · O que significa fazer o “papel de escriba”? · Qual o papel do escriba naquela comunidade? · Analise os traços de oralidade daquela comunidade. · Analise o processo de construção da escrita do personagem que faz o papel de escriba. · Qual a relação entre oralidade e escrita? · Analise as práticas de letramento daquela comunidade. · Com você percebe a relação entre ser alfabetizado e ser letrado no contexto do filme? · Em que atividades práticas, no contexto da sala de aula, você exerce o papel de escriba. · Qual a importância do escriba na construção da leitura e da escrita.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Tipos textuais/ 4ª oficina - tp3- unidades11 e 12

Neste dia iniciamos com a leitura do texto "A escola de vidro"de Ruth Rocha, o qual desencadeou várias reflexões sobre a prática em sala de aula.Discutimos sobre a importância da escola ser um lugar de convivência mútua e de aprendizagens significativas na vida do aluno, para que ele sinta-se integrante da mesma.Comentamos sobre a importância de atividades e metodologias criativas, que busquem o diálogo e a integração de conteúdos ao contexto que o aluno está inserido. Discutimos a importância de permitir que o aluno tenha pensamentos próprios e criatividade, caso contrário quando ele se ver fora da sala não saberá como agir , sentindo-se despreparado para o mundo, pois estará bitolado, sem opinião própria.Após os comentário foi feito um relato das atividades(Avançando na prática).Foram criadas Biografias de pessoas importantes na comunidades e também um "livro" de receitas.Segundo a professora as atividades foram prazeirosas e fáceis de serem desenvolvidas.Os textos ficaram muito bons e o objetivo foi atingido pela maioria.Para a realização da Biografia foi feito, pelos alunos, um pesquisa na Internet sobre escritores famosos.Cada aluno pesquisou um autor e apresentou a turma.Os textos foram analisados e então foi proposto que os alunos elaborassem a Biografia de uma pessoa importante da comunidade.Os alunos fizeram um questionário para facilitar a elaboração do futuro texto e marcaram a entrevista com a pessoa escolhida.Também foi criado um livrinho de receitas no qual a primeira parte do livro era composta por receitas de Família, passadas de geração em geração e a segunda parte com receitas "diferentes"(transposição de gênero):Um amigo ideal, A escola ideal, O namorado ideal ,Receita de Tristeza , entre outras( ver anexo).Para a realização deste trabalho foram analisados duas receitas .Uma simples, com o objetivo de ensinar a preparar um prato de comida e a a outra um paródia, um crítica social.Os alunos adoraram a atividade e produziram excelentes trabalhos.Passamos então a analisar as unidades 11 e 12 da TP que trabalham com Tipologias textuais.Então assistimos o slide "Gêneros e tipos textuais de Marcuschi , o qual clareou muitas dúvidas em relação ao assunto.Durante a realização das atividades destacamos a importância de se trabalhar com o aluno o tipo injuntivo e o preditivo, que apesar de serem pouco conhecidos são muito difundidos no nosso dia-a-dia e por isso da necessidade de mostrar para os alunos sequências tipológicas injuntivas e preditivas sempre que elas apareçam nos textos estudados ou lidos ou mesmo na interação em sala de aula.
Poeminha do contra

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
Mario Quintana